Municípios do Paraná lideram produção nacional de frangos, mel, leite, peixes e suínos

Por Redação 22/09/2022 - 17:09 hs
Foto: Assessoria

O Paraná, um dos principais produtores nacionais de alimentos, foi um dos grandes destaques da Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (22). O levantamento foi organizado com base em dados de 2021.

O Estado liderou a produção de diferentes cadeias de proteínas animais ou de origem animal, ganhando relevância especial no leite, suínos, frango, ovos, peixes e mel. Entre os municípios elencados em primeiro lugar ou entre os cinco principais produtores de alguma cadeia estão Castro, Toledo, Cascavel, Carambeí, Nova Aurora, Palotina, Cianorte, Arapoti e Ortigueira.

O Paraná também ficou com o segundo maior Valor de Produção de Produtos de Origem Animal, atrás apenas de Minas Gerais.

Puxado pela produção de leite, Castro, por exemplo, alcançou o terceiro maior valor da produção pecuária do País, com movimentação de R$ 901,9 milhões ao longo do ano passado – 97,3% advindo do leite. Apenas Santa Maria de Jetibá (ES), com R$ 1,4 bilhão, e Bastos (SP), com R$ 1 bilhão, ambos com grande volume na venda de ovos de galinha, conseguiram resultados melhores.

Apesar de permanecer na mesma posição do ranking nacional, a cidade dos Campos Gerais apresentou um incremento de 35,4% em relação a 2020, diminuindo a distância para os líderes – o município movimentou R$ 665,8 milhões há dois anos. 

Em Castro, tudo é por causa do leite. Ninguém produz mais a proteína no Brasil do que a cidade dos Campos Gerais. Foram 381,7 milhões de litros, um acréscimo de 4,9% em relação a 2020, e R$ 878 milhões em valor de produção. O segundo maior produtor também é do Paraná: Carambeí, com 227,8 milhões de litros e R$ 494,3 milhões em movimentação financeira. 

Já entre as unidades da Federação, o Paraná segue na vice-liderança no leite. Foram 4,4 bilhões de litros, ou 12,5%, ao longo de 2021. Minas Gerais puxa a fila com 19,4 bilhões de litros e fatia de 21,4%.

SUÍNOS – Mais uma vez Toledo, na região Oeste, apresentou o maior volume na produção de carne suína entre os municípios brasileiros, com 869,2 mil de cabeças. Apesar da queda em relação a 2020, quando contabilizou 1,2 milhão de suínos, a cidade responde por 2% de tudo o que o País produz.

Em 2021, apontou a pesquisa, atingiu-se o maior efetivo nacional de suínos da série histórica, iniciada em 1973. Com um aumento de 3,2%, chegou-se a 42,5 milhões de animais. Para matrizes suínas, também foi registrado aumento, de 2,4%, resultando em 5 milhões de animais.

Com 8,4 milhões de cabeças e crescimento de 7,8%, Santa Catarina segue liderando em nível estadual – chegando agora a 19,8% do total nacional, seguido por Paraná (15,7%) e Rio Grande do Sul (14,7%).

FRANGO – O Paraná acompanhou a tendência nacional e apresentou expansão na produção de carne de frango. O setor de galináceos (frangos de corte) obteve aumento de 3,5% (52,2 milhões de animais) entre 2020 e 2021, com estimativa de 1,5 bilhão de cabeças no País.

A região Sul, com um incremento de 6,6%, além de liderar com quase metade do efetivo nacional (48,5%), também foi a principal responsável pelo crescimento registrado no total do efetivo no ano. O Paraná, com 28% do efetivo nacional, e o Rio Grande do Sul, 11,9%, apresentaram aumentos de 8,4% e 10,2%, respectivamente, entre um ano e outro.

Cascavel, também no Oeste, alcançou, pela primeira vez, o maior efetivo municipal dentre os 5.486 municípios que registraram presença de galináceos nas suas estimativas – Santa Maria de Jetibá (Espírito Santo) liderava desde 2016. O aumento no plantel foi de 17,8%, chegando a 20 milhões de animais. Cianorte, no Noroeste, fechou na quarta posição.

PEIXES – A atual edição da pesquisa reforçou a soberania do Paraná na produção de peixes. O Estado responde por 25,9%, seguido por São Paulo (9,3%) e Rondônia (7,7%). 

O maior município produtor, em piscicultura, segue sendo Nova Aurora, no Oeste, com 20,1 mil toneladas produzidas, equivalente a 3,6% da produção nacional e 13,9% da produção paranaense. Palotina, no quarto posto, e Toledo, em quinto, ambos na mesma região, também se destacaram. O desempenho é semelhante ao obtido no ano anterior.

A principal espécie produzida é a tilápia. Em 2021, as 361,3 mil toneladas corresponderam a 64,6% da produção total de peixes. O ranking estadual da espécie é composto pelo Paraná, com 38,5% da produção, seguido por São Paulo (13,4%), Minas Gerais (9,7%), Santa Catarina (8,9%) e Pernambuco (5,3%). Em nível municipal, os maiores produtores de tilápia foram Nova Aurora (Paraná), Morada Nova de Minas (Minas Gerais) e Palotina (Paraná).

OVOS – A produção de ovos de galinha no Brasil em 2021 foi de 4,8 bilhões de dúzias de ovos, uma quantidade 1,7% maior que a produzida no ano anterior, novo recorde na série histórica, iniciada em 1999. Com 455 milhões de dúzias, o Paraná manteve a segunda posição no ranking entre os estados, incremento de 0,2% entre os anos. Responde por 9,4% do mercado, atrás apenas de São Paulo, com 1,16 bilhão de dúzias e 24% de toda a produção.

MEL – Por fim, o Paraná produziu 8,4 mil toneladas de mel em 2021, atrás apenas do Rio Grande do Sul (9,2 mil toneladas). Foram 3.991 municípios com alguma produção em 2021, liderados por Arapoti (Paraná), Santiago (Rio Grande do Sul), Ortigueira (Paraná), Bagé (Rio Grande do Sul) e Botucatu (São Paulo). 

Rankings onde os municípios do Paraná aparecem em primeiro lugar:


Suínos

Toledo (PR)

Uberlândia (MG) 

Rio Verde (GO) 

Concórdia (SC) 

Tapurah (MT)


Frangos 

Cascavel (PR)

Santa Maria de Jetibá (ES)

Itaberaí (GO)

Cianorte (PR)

Bastos (SP)


Leite

Castro (PR)

Carambeí (PR)

Patos de Minas (MG)

Patrocínio (MG)

Pompéu (MG)


Mel de abelha

Arapoti (PR)

Santiago (RS)

Ortigueira (PR)

Bagé (RS)

Botucatu (SP)


Peixes 

Nova Aurora (PR)

Morada Nova de Minas (MG)

Ariquemes (RO)

Palotina (PR)

Toledo (PR)