Reforma interna

Por Juliano Gazola 30/09/2022 - 17:44 hs

Por onde começar a nossa mudança interna?

A inspiração vem da história de Bartolomeu, apóstolo de Cristo, muito dedicado, fiel, batalhador. Quando podia, acompanhava e auxiliava Jesus Cristo.

Contudo, o apóstolo padecia de uma dificuldade imensa, que hoje, afeta milhões de pessoas ao redor do mundo. A tristeza profunda, uma vida melancólica, mesmo que tocado pelas palavras de Jesus, pelo amor e lucidez do grande mestre.

Estes sentimentos ocorriam quando Bartolomeu mergulhava na sua intimidade mais profunda, e ele percebia que algumas imperfeições e dificuldades o desanimavam profundamente.

Ao olhar para fora da sua vida, no comportamento das pessoas, dos menores aos maiores gestos, Bartolomeu via a ingratidão humana, a maldade humana. Colocando dúvidas em sua cabeça, fazendo-o acreditar que o mal poderia vencer. Onde os perversos assumiriam o poder das coisas.

A tristeza profunda é o que chama atenção a todo aquele, que pretende se conhecer, reformar seu íntimo e conhecer o ser humano. Ainda mais nos dias atuais, em que a maldade parece ter globalizado.

A primeira armadilha que temos, é a descrença da vitória do bem, é se entregar ao desalento.

Seja qual for a sua reforma, pede com todas as suas forças, de fé.

Deus está em nós, tanto quanto nós estamos em Deus. Devemos considerar que dentro de mim, dentro de você temos sementes divinas, com o vigor tão alto, que frutificarão em abundância. É através desta percepção, que todo aquele indivíduo que pretende realizar a sua reforma interior precisa ter, caso contrário o trabalho para a mudança será triste e desanimado.

Caminhar de cabeça baixa, na seara de Jesus Cristo não é comportamento útil.

Deve ser feito com cuidado, com bom senso, com disciplina, mas, principalmente com alegria, fé e esperança.

Se você tivesse hoje, todo o poder do mundo, juntamente com um coração puro, abnegado e amoroso, talvez a sua vontade fosse a de remover todo o mal do mundo, em um único golpe.

Alguns se perguntam, porque Deus não faz esta maravilha? Será que lhe falta poder, inteligência, vontade?

Óbvio que não responderemos sim, em nenhuma destas perguntas. Devemos olhar para a maneira que nós usamos para resolver as coisas.

O maior erro ao lidar com o mal é usar os mesmos instrumentos do mal. A maldade não se curva diante da maldade. Ele só se curva para o bem e, ainda sim, demanda tempo.

Logo, o mal será extinto do mundo e de dentro de nós mesmos, através do tempo. Vivendo, sofrendo e amadurecendo é que iremos promover a nossa reforma interna.

O tempo em nossas vidas, que conta muito, possui uma espécie de professora, alguém que não possui um estilo agradável, que a aparência não é formosa, mas que possui uma competência assustadora.

Esta professora se chama dor, e ela, no princípio de tudo nos torna humanos. Basta chegar a dor em nossas vidas, que qualquer hegemonia e ilusão cedem miseravelmente. A dor é igual para todos os seres humanos e a professorinha aparece em nossos momentos de cura, pense nisto.

Logo, os métodos divinos são diferentes dos nossos. Deus educa e a educação anseia por tempo.


- Juliano Gazola é fundador da Bioliderança no Brasil, business executive coach e reprogramador biológico.